
Terra = Planeta Água!
A importância da Água para a manutenção da vida no Planeta, não é novidade para ninguém, ainda mais, por sua relação direta com a Saúde das Pessoas, dos Seres Vivos e a Preservação do Meio Ambiente!
A Qualidade da Água no Brasil é um assunto muito discutido, refletindo a preocupação com a água recebida pelas empresas de saneamento básico.
O que você efetivamente faz no seu dia a dia para a manutenção deste precioso elemento?

Considerações:
Os padrões de Qualidade da Água geralmente avaliados, não são os mesmos para todos os tipos de uso.
A água destinada ao abastecimento humano (potabilidade) possui padrões diferentes da água utilizada para recreação (balneabilidade), para irrigação ou para a indústria.
Muitos acreditam que a Qualidade da Água é medida apenas por sua aparência cristalina, no entanto, a água apropriada para o consumo humano deve estar também isenta de gosto ou cheiro, além de estar livre de bactérias e de substâncias nocivas à saúde.
Quando se trata de Saudabilidade, toda água de consumo e contato deve ser livre de Cloro, Fluor e outros contaminantes como hormônios e químicos, geralmente descartados nas águas.

Na Construção Saudável, o projeto de instalação hidráulica se baseia em parâmetros cientificamente avaliados, desde o trajeto e composição química da tubulação, o sistema de filtragem e especificação dos metais de contato, para que sejam isentos de metais pesados, da liberação de outros tóxicos e ainda, que promovam o desenvolvimento de todo o potencial da Saúde de seus usuários!
Avaliação de Saudabilidade na Qualidade da Água
Parâmetros Químicos:

- pH: O valor indicado para consumo humano é 7pH a 9pH, porque o pH da água depende de sua origem e pode ser influenciado pela presença de resíduos. O pH baixo (< 7) torna a água corrosiva e favorece a formação de Radicais Livres, já o pH alto (> 9) torna a água alcalina em excesso, favorecendo desequilíbrios metabólicos.
- Alcalinidade: indica a capacidade da água de neutralizar os ácidos. Quando apresentados em grande quantidade, tornam o sabor da água desagradável, além da alcalinidade influenciar nos processos do tratamento da água.
- Dureza da água: avaliação da presença de sais alcalinos terrosos ou metais bivalentes, quando em grande quantidade, provocam sabor desagradável e efeitos laxativos. Valor máximo permitido: 500 mg/L.
- Cloretos: provenientes da dissolução de minerais, de esgotos ou da introdução de águas do mar. Quando em alta concentração, trazem sabor salgado à água e/ou efeitos laxativos. O valor máximo é de 250 mg/l.
- Ferro e manganês: produzem cor avermelhada (ferro) ou marrom (manganês) e sabor metálico à água. Concentração máxima de ferro de 1,0 mg/l e de manganês 0,05mg/l.
- Nitrogênio: O padrão de nitrogênio é de 10mg/L, já que quando em excesso pode causar danos à saúde e intoxicação.
- Fósforo: Para o Conama, o nível crítico é de 0,020 a 0,025mg/L, já que quando em grandes quantidades, se torna um poluente.
- Fluoreto: presente como agente no combate à cárie dental, quando em quantidade acima de 1,0mg/l, pode causar manchas e alterando a estrutura óssea dos dentes.
- Oxigênio (dissolvido): a presença desse elemento em águas naturais é um sinal de qualidade da água, sendo indispensável para sobrevivência das plantas e animais aquáticos.
Parâmetros Físicos:

- Sólidos: O Ministério da Saúde estabelece como padrão de potabilidade 1.000 mg/L de sólidos totais dissolvidos. No caso da Resolução CONAMA n.º 20, o valor máximo é de 500 mg/L.
- Temperatura: influencia em algumas propriedades da água (densidade, viscosidade, oxigênio dissolvido). A água com temperaturas elevadas, pode ocasionar efeitos laxativos.
- Sabor e odor: O ideal é que a água seja inerte: inodora e não possua sabor, geralmente causados por fatores naturais (algas, vegetação em decomposição, bactérias, etc.) ou artificiais (origem de esgotos domésticos e industriais).
- Cor: O padrão ideal é a Intensidade de cor abaixo de cinco unidades (a cor na água pode ser causada por metais, decomposição de matéria orgânica, algas ou pela presença de esgotos).
- Turbidez: Inferior a uma unidade, visto que mede a presença de matéria suspensa na água.
Outros Parâmetros:
- Orgânicos e Inorgânicos
- Parâmetros Biológicos

Legislação:
No Brasil, os Estados e Municípios são responsáveis por promover e acompanhar a vigilância da Qualidade da Água para consumo humano, desenvolver e executar as ações especificadas no VIGIAGUA, assim como implementar diretrizes de vigilância da qualidade da água para consumo humano, definidas em âmbito nacional.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), é responsável por elaborar as diretrizes e monitorar a qualidade da água subterrânea e superficial no País.
A ANA também criou um indicador que avalia a qualidade da água para consumo humano. Monitoramento disponível em: https://www.gov.br/ana/pt-br
No entanto, algumas substâncias químicas tóxicas descartadas nas águas, não são removidas pelas Estações de Tratamento e retornam para nossos ambientes, interagindo com o organismo dos seres vivos: Pessoas, Animais e Plantas. Entre eles, diversos tipos de agrotóxicos, desinfetantes, hormônios e antibióticos. O que podemos fazer?
Medidas Individuais para Saudabilidade
De várias maneiras, cada um nós é responsável pelo que é descartado nas águas servidas, que retornam para a Natureza, num ciclo constante, contribuindo para a Preservação ou Deterioração do Meio Ambiente. Podemos tomar medidas preventivas e de mitigação destes tóxicos para a Saudabilidade:
Produtos de Uso Pessoal

Produtos de Higiene: escolha produtos de composição natural, veganos e biodegradáveis para shampoo, desodorante, pasta de dentes, sabonetes, perfumes, etc…
Produtos de Beleza: escolha produtos de composição natural, veganos, livres de metais pesados (chumbo e alumínio) para tintura de cabelos, batons, esmaltes, maquilagens, etc…
Acessórios: dê preferência aos acessórios compostos de materiais naturais, biodegradáveis e ecológicos, como escovas de cabelo, escovas de dentes, adereços, etc…evitando o uso de plásticos e sintéticos, que poluem as águas dos rios e mares, matam animais e contaminam o Meio Ambiente.
Alimentos: escolha alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos; evite os alimentos industrializados, feitos à base de conservantes, saborizantes, coloríficos, químicos e transgênicos, que além de envenenarem o organismo humano, contaminam e poluem as águas servidas.
Medicamentos: dê preferência sempre que possível, a tratamentos fitoterápicos e homeopáticos, deixando o uso de antibióticos para casos de maior gravidade, conforme orientação médica.
Muitos peixes e frutos do mar que sobrevivem à poluição das águas, se contaminam com químicos e metais pesados presentes no seu habitat e chegam até nós intoxicados, sendo disponibilizados para o consumo humano.
Cuide da Saúde!

A Arquitetura Saudável Cuida de Você!
Tânia Fróes
@arquitechdesignbr

