
A partir da década de 80, com o crescimento da Indústria da Construção Civil, surge a prática em replicar plantas de imóveis multifamiliares nas edificações dos centros urbanos, dando início a Era da “Especulação Imobiliária.”
Principalmente no Brasil, este modelo construtivo, em princípio com redução de custos e por este motivo, mais atrativo para os consumidores e construtores, desencadeou a despersonalização na Arquitetura Residencial da classe média por um lado e por outro, valorizou ainda mais a elitização dos Projetos Arquitetônicos, que continuaram sendo contratados dos profissionais renomados, como Oscar Niemayer, Sérgio Bernardes, João Filgueiras, Paulo Mendes da Rocha, dentre outros, com seus projetos espetaculares e na grande maioria, acessíveis apenas pela Alta Sociedade.
Esta prática modificou as perspectivas da geração de arquitetos formados a partir desta época, que em sua grande maioria, foram em busca de colocação como estagiários nos escritórios já bem estabelecidos ou buscaram trabalho em outras áreas, enquanto alguns mais afortunados, conseguiam vaga como “estagiários não remunerados”, nos escritórios dos grandes profissionais, mesmo após terem concluido a graduação. Afinal, era uma honra poder aprender com os grandes Mestres, um investimento na futura e incerta carreira!
Em questão de poucos anos, os médios escritórios de Arquitetura foram fechando portas pela escassez de projetos e se viu cada vez menor demanda na função da Arquitetura Conceitual particular, com a redução das áreas mínimas internas estabelecidas nos Códigos de Obras, despersonalização dos espaços habitacionais, sem estudo de layout individual em relação a orientação geográfica da unidade multifamiliar, além da constante busca por menores custos na execução e maiores lucros, pondo em risco a qualidade da construção. Uma revolução vertical!

Paralelamente, a partir da década de 80, alguns cientistas, principalmente nos EUA, passaram a desenvolver estudos sobre a influência que os pequenos espaços, empilhados nas cada vez mais altas edificações, causavam aos habitantes destas novas “casas” e escritórios, dando início ao estudo da Neurociência aplicada à Arquitetura, hoje Neuroarquitetura.
Além deste, novos estudos foram feitos, pela observação dos cientistas e pesquisadores, sobre a influência positiva que ambientes com presença de Natureza podem proporcionar, ponto de partida para o estudo da Biofilia, Amor à Natureza e o início da aplicação do Design Biofílico na construção.

Recentemente, muitos avanços tecnológicos tem chegado, com a observação da influência que o ambiente construido exerce sobre a vida humana, na Saúde Física, Emocional e Cognitiva, baseados em comprovações por estudos científicos e laboratoriais, motivando novas soluções, com aplicação de nanotecnolgia, criação de novos materiais e técnicas inovadoras para o mercado da construção.

A Ciência vem trazendo bases para a Construção de Ambientes Saudáveis, com benefícios gerais, agregados em um novo conceito:
A Saudabilidade na Construção:
- Saúde das Pessoas,
- Saúde do Meio Ambiente
- Saúde Financeira Pessoal e Corporativa

“A Arquitetura Saudável Cuida de Você!”
Tânia Fróes
arquitechdesign.pro@gmail.com
