
Muito usada no revestimento de grandes superfícies, a madeira é um material Saudável e sua correta especificação requer a certificação da origem de reflorestamento, para ser também Sustentável!
Neste post, como exemplo, uma obra de restauração e adaptação de espaço cultural, com aplicação da madeira Kauri (Pōhutukawa), nativa da Nova Zelândia, Oceania, uma espécie explorada desde a chegada dos nativos maoris, até a última década em 2011, quando foi executado este trabalho.
O projeto foi inspirado na força e na beleza ornamental das florestas de Kauri, em design por Biomimética, técnica que busca reproduzir as formas da Natureza.
Descrição de texto fornecida pelos autores do projeto, arquitetos Archimedia + FMJT:
“A nova Galeria de Arte de Auckland Toi o Tāmaki é um amplo projeto público, que inclui a restauração e adaptação de edifícios históricos, uma nova extensão de edifício e o redesenho de áreas adjacentes do Albert Park.

A Arquitetura desenvolveu-se a partir de um conceito que se relaciona tanto com as formas naturais orgânicas da paisagem, quanto com a ordem arquitetônica e o caráter dos edifícios históricos.
O novo edifício é caracterizado por uma série de finas copas em forma de árvore, que definem e cobrem o átrio de entrada, o átrio e áreas de galeria.
Essas formas leves e perfiladas são inspiradas na copa adjacente das árvores Pōhutukawa e “pairam” sobre as paredes de pedra e terraços que reinterpretam a topografia natural do local.
Os tetos das copas são montados a partir de peças Kauri, cuidadosamente selecionados, perfilados em padrões geométricos precisos e apoiados em eixos delgados e afilados. Estas formas emblemáticas conferem à galeria uma identidade única que se inspira na paisagem natural do local.
Entre o pódio de pedra escalonada e o dossel (copas suspensas), uma abertura e transparência são criadas para permitir vistas através, dentro e fora da circulação da galeria e espaços de exibição, além da paisagem verde do Albert Park.
Desta forma, a galeria se abre para o parque e espaços públicos adjacentes em um gesto convidativo e envolvente de boas-vindas.

A sequência de entrada na galeria segue uma progressão do átrio da rua, sob uma copa generosa e acolhedora, até um vestíbulo inferior para emergir por meio de uma escada larga no grande átrio cheio de luz.

O átrio fornece uma orientação central e espaço de exibição para todos os visitantes. A circulação da galeria se estende desde o átrio principal em uma série clara de loops que interconectam todos os espaços da galeria através do átrio sul menor, que medeia a junção com a ala Wellesley existente.

É criada uma gama diversificada de espaços e salas de exposição, fixos e flexíveis, formais e informais, patrimoniais e contemporâneos, com iluminação natural e iluminação artificial, abertos e fechados, espaços altos e espaços baixos.“


Atualmente, não é possível replicar o uso criativo da Kauri, uma das madeiras nativas nobres da Nova Zelândia, pois suas florestas estão sob proteção governamental permanente.
A madeira Kauri é conhecida por sua força, resiliência e beleza.

Sobre a espécie Kauri, a árvore mais famosa da Nova Zelândia!
O Kauri (Agathis australis), pertence à família das araucariáceas e consta entre as maiores árvores existentes, podendo atingir de 40 a 50 metros de altura, com crescimento vertical e caule cilíndrico.
As florestas de Kauri estão entre as mais antigas do mundo, comparáveis com as florestas californianas de Sequoias. Algumas de suas árvores tem registros que excedem a 1.000 anos.
O Kauri é uma árvore de grande beleza, com a vantagem de poder ser cultivada em locais de clima temperado e subtropical, chamando atenção pelo seu aspecto elegante e a uniformidade do seu caule.
Sua folhagem nova apresenta coloração bronzeada, proporcionando efeito decorativo bastante interessante.
A madeira de Kauri foi utilizada para construção de navios e decks de embarcação, devido a sua alta resistência à umidade e à podridão, tendo sido também aplicada em cisternas, barris, pontes e dormentes.
Sua madeira é de excelente qualidade, utilizada para diversos fins, como a fabricação de instrumentos musicais e mobiliários de alto padrão, além do fornecimento de diversos tipos de resinas. Quando polido, seu núcleo cor-de-mel toma vida e radia um brilho quente e acetinado.
Devido ao seu grande porte depois de adulto, pode ser utilizada em projetos paisagísticos em parques e jardins de grandes dimensões, preferencialmente com sementes plantadas em espaços amplos e afastados das construções e dos passeios públicos.
Cuidados:
Luz: Pleno sol
Clima: Subtropical e Temperado
Solos: Férteis, profundos e descompactados.
Origem: Nova Zelândia
“Construção Saudável é Harmonia com o Meio Ambiente!”
“A Arquitetura Saudável cuida de você!”
Tânia Fróes
arquitechdesign.pro@gmail.com





