
Entende-se por ar interno, o que se encontra no interior das áreas não industriais, como das habitações, escritórios, comércios, escolas e hospitais.
Atualmente são apontados através de estudos científicos, valores médios da poluição no interior dos ambientes de 2 a 8 vezes mais poluidos, do que nos ambientes externos, mensurados em centros urbanos. São considerados como poluentes do ar:
- mofo e bactérias
- monóxido de carbono proveniente de garagens
- pelos de animais e caspa
- químicos emitidos por produtos de limpeza
- gases provenientes do solo e tubulações, incluindo o radônio
- poluentes emitidos por tintas e solventes
- fumaça de cigarro e similares
- combustão de gases emitidos por fornos e lareiras
- químicos emitidos por mobiliário e materiais construtivos
O estudo da Qualidade do Ar Interno (QAI) nestes ambientes, visa a promoção da saúde de seus ocupantes, para o melhor desempenho de suas atividades.
Surgiu como uma Ciência, a partir da década de 70, na Europa e Estados Unidos da América, no início da crise energética e paralelamente com a construção dos edifícios selados por peles de vidro, com climatização interna e sem ventilação natural. Este estudo se intensificou após a observação na redução das taxas da troca de ar nestes ambientes, com a comprovação de ser este o principal responsável pelo aumento da concentração de poluentes do ar interno e da consequente geração de doenças.

Atualmente se sabe que a presença da ventilação natural é um dos principais fatores que favorecem a qualidade do ar interno, para a preservação da saúde e da produtividade de seus ocupantes.
Está sendo comprovado também, que os próprios usuários contribuem para a poluição interna do ar, pelo planejamento aleatório de suas atividades, pela qualidade dos materiais que são aplicados nos revestimentos e no mobiliário, sua ambientação e layout, pela composição dos produtos de limpeza e também dos processos de manutenção utilizados nos ambientes, pelos seus equipamentos e sistemas aplicados.
A qualidade do ar interno está associada a doenças como tosse, rinite, alergia, irritação dos olhos, falta de ar, irritação da garganta, tonteiras, enjoos e problemas pulmonares, o que determinou a classificação da Síndrome dos Edifícios Doentes (SED) ou Sick Building Syndrome (SBS).
Segundo a OMS, atualmente são considerados enfermos:
30 % das Residências 70% dos Edifícios

A mensuração das substâncias gasosas no ar dos ambientes internos dispõe de várias metodologias e equipamentos, com sistemas passivos de monitoramento, sistemas ativos e automáticos de avaliação.
Para a efetiva promoção de um ambiente saudável, deve-se conciliar a aplicação de legislações e parâmetros de saudabilidade específicos, desde a fase dos projetos, com avaliações internas por mensurações dos espaços construídos, além da conscientização de seus ocupantes quanto a práticas assertivas em suas atividades, para a manutenção da Qualidade Vida, Saúde Bem Estar.
Viva em ambientes saudáveis, em harmonia com os padrões da Natureza e desfrute todo o seu potencial!
A Arquitetura Saudável cuida de você!
Tânia Fróes
+55 12 98264-0604 arquitechdesign.pro
