Coleta de água da chuva

Imagem: Projeto Telhado Verde e Instalações Sustentáveis – Projeto para concurso Van Der Werf Hotel em Holambra / SP (2020)
A conscientização da necessidade de economia d’água, já vem se disseminando entre nós há alguns anos e se acentuou mais recentemente pela redução do nível de nossos reservatórios, em especial na Região Sudeste, agora com menor índice pluviométrico, maior concentração populacional e consequentemente maior consumo. Em decorrência de tudo isto, mais atual ainda, o aumento das contas de água e de energia elétrica!
Com o aproveitamento da água da chuva, você economiza nas despesas mensais e contribui com o meio ambiente!
A cerca de oito anos, algumas empresas vem disponibilizando projetos dos sistemas de captação de água pluvial, para uso residencial e industrial, o que tem obtido cada vez maior adesão e sucesso.
Por exemplo, a catarinense AcquaSave, que atua no mercado com tecnologia alemã (3P Technik do Brasil) e soluções para diversas necessidades. Vale acesso ao site: www.acquasave.com.br
O site Inovação Tecnológia (www.inovacaotecnologica.com.br), junto ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas/ IPT, também traz informações valiosas e complementares, como a seguir:
Cuidados na captação e aproveitamento:
1 – a água captada no telhado carrega consigo tudo que encontra no caminho, como folhas, galhos, fuligem e dejetos de animais;
2 – primeiramente a água passa por um filtro grosseiro, que separa e descarta as impurezas maiores;
3 – um dispositivo descarta os primeiros milímetros de chuva, retirando do sistema a água que lava os telhados e carrega uma quantidade excessiva de impurezas;
4 – depois disso um filtro fino retém as impurezas menores;
5 – a última etapa é a desinfecção por cloro, ozônio ou ultravioleta. A água deve ser mantida num reservatório diferenciado, conectado a encanamentos específicos, de acordo com seus possíveis usos.
Apesar de ser uma técnica relativamente simples, o aproveitamento de água da chuva possui requisitos mínimos que devem ser respeitados para garantir o funcionamento do sistema e, principalmente, para assegurar a qualidade dos volumes coletados.
O telhado ou a laje de cobertura da edificação funcionam como área de captação. “Jamais deve-se fazer a captação a partir de pisos”, explica o pesquisador Luciano Zanella, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT).
Calhas e tubos direcionam facilmente as águas até um reservatório, mas é preciso prever um sistema de tratamento, cuja complexidade vai depender dos usos pretendidos.
Em alguns casos, pode-se pensar em uma rede de distribuição da água para pontos de consumo de água não potável, caso das bacias sanitárias. Em edificações já construídas, entretanto, é indicado optar por sistemas simplificados, uma vez que o custo de novas instalações hidráulicas prejudicará a viabilidade financeira do projeto.
Dois aspectos não podem ser ignorados: o espaço disponível para a instalação do reservatório e, quando a intenção for instalá-lo sobre a laje de cobertura, a capacidade da estrutura para suportar o peso adicional. “A carga extra de um reservatório cheio de água pode não ser suportada por alguns tipos de construção”, ressalta Zanella.
A capacidade de reservação deve levar em conta a demanda por água não potável. O número de usuários e seus hábitos de consumo, além das diversas aplicações que essa água pode ter na edificação, como limpeza de pisos e rega de jardins, também precisam ser levados em conta.
Fonte: http://paginadorudnei.xpg.uol.com.br/imagens/Esquema_captacao_agua_chuva.jpg, acesso em 11/09/2015
Tratamento da água de chuva
É imprescindível, alertam os pesquisadores do IPT, desprezar as primeiras chuvas. São elas que vão arrastar os poluentes presentes no ar e lavar a sujeira acumulada na área de captação. As recomendações técnicas indicam um descarte em torno de um a dois litros de água da primeira chuva para cada metro quadrado de telhado. Assim, se a cobertura tem 20 metros quadrados, é necessário desconsiderar um volume entre 20 e 40 litros.
Um sistema mínimo de tratamento das águas pluviais envolve não somente o descarte das primeiras águas, mas a remoção dos sólidos, como folhas, galhos e areia, por meio da utilização de filtro ou tela. “É recomendada a desinfecção com compostos de cloro, quando existir a possibilidade de contato da água com a pele do usuário ou quando o tempo de armazenamento for longo,” esclarece o pesquisador Wolney Castilho Alves.
Sistemas permanentes de aproveitamento da água da chuva, instalados com o objetivo de suplementar o abastecimento para fins não potáveis, demandam sistemas mais complexos de tratamento. É possível encontrar no mercado filtros e componentes de desinfecção que devem ser empregados nesses casos. É exigido, para sistemas de uso integrados à edificação, um projeto elaborado por profissional devidamente habilitado.
Armazenamento de água
A qualidade da água está diretamente relacionada com o seu armazenamento. Por isso, é fundamental manter o reservatório com tampa e com quaisquer aberturas fechadas para evitar a proliferação de mosquitos ou mesmo a contaminação da água pela entrada de ratos ou insetos.
Além disso, o reservatório deve ser protegido de impactos e da luz solar, e também se deve prever uma saída de fundo no reservatório que propicie sua limpeza, quando for necessária. Os pesquisadores do IPT alertam ainda para a importância de manter o reservatório longe do acesso de crianças para evitar acidentes.
O mais comum é utilizar a água de chuva para a rega de jardins e plantações, lavagem de carros e pisos e também em descargas de bacias sanitárias. Em condições anormais de abastecimento, desde que se mantenha a forma adequada de coleta, tratamento e armazenamento, é possível considerar o uso para lavagem de roupas, louças e para o banho.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=coleta-uso-agua-chuva#.VfM01tJViko, acesso em 11/09/2015
Esta solução prática, vem sendo divulgada e recomendada, como na A Revista Vida Simples, da Editora Abril, edição de 04/2008, que já publicava:
Como reaproveitar a água da chuva em residências?
“Saiba como e onde usar a água que vem de graça dos céus e economize a que vem do encanamento!” (Artigo de Yuri Vasconcelos)
É preciso construir um sistema para captação, filtragem e armazenamento da água.
A captação é feita com a instalação de um conjunto de calhas no telhado, que direcionam a água para um tanque subterrâneo ou cisterna, onde ela será armazenada. Junto a esse reservatório, é necessário instalar um filtro para retirada de impurezas, como folhas e outros detritos, e uma bomba, para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável. Embora não seja própria para beber, tomar banho ou cozinhar, a água de chuva tem múltiplos usos numa residência. Entre eles, a rega de canteiros e jardins, limpeza de pisos, calçadas e playground e lavagem de carros (gastos que representam cerca de 50% do consumo de água nas cidades), além de descarga de banheiros e lavagem de roupas. Para isso, no entanto, é preciso alterar as tubulações já existentes e construir um sistema paralelo ao da água potável. Algumas empresas, como a catarinense BellaCalha (www.acquasave.com.br), oferecem sistemas completos de aproveitamento de água de chuva. Eles podem ser instalados em casas e prédios já construídos ou ainda em obras. Nos edifícios prontos, o reaproveitamento será para as áreas comuns, já que o custo de criar uma rede paralela de água em cada apartamento torna a empreitada inviável.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_274171.shtml, acesso em 11/09/2015
Existe Projeto de Lei PL 7818/2014 e alguns apensos onde se propoe o estabelecimento da Política Nacional de Captação, Armazenamento e Aproveitamento de Águas Pluviais e define normas gerais para sua promoção; dentre outros, o PL 1283/2015 que propoe a obrigatoriedade da implantação de sistema de reuso direto não potável planejado de águas pluviais servidas em obras custeadas total ou parcialmente com recursos do Poder Público Federal ou por ele controlados.
Aguardam apreciação conclusiva, mas enquanto isso, vamos nos empenhar em tornar nosso teto mais doce com menor consumo de água encanada, utilização de águas da chuva e redução de tarifas!
Projeto de reaproveitamento de águas pluviais pela Norma NBR 15.527-2007
Aproveitamento de Água da Chuva, construindo e instalando um sistema com a tecnologia da Minicisterna, que foi criada e desenvolvida baseada na norma ABNT NBR 15.527:2007 “Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis”.
Fonte: http://www.sempresustentavel.com.br/hidrica/aguadechuva/agua-de-chuva.htm, acesso em 11/09/2015





